| Officina
março/2002 Entrevista concedida a Yuno Silva, repórter do site Cabugi.com. 7/3/2002 16:40:00 Officina fala sobre o lançamento do 2º disco, "Som da Rua, Som da Praia" A galera do Officina já está se aquecendo para lançamento do segundo disco. O show, que acontecerá no Largo da rua Chile, Ribeira, promete sacudir o público neste sábado (9/3).
cabugi.com - Por que "Som da Rua, Som da Praia"? Como surgiu o nome? Passaia - Vem dos temas das músicas, que falam do nosso cotidiano, da nossa cidade. Contamos um pouco das coisas que vivemos... sem idéias mirabolantes ou panfletárias. Foca - O
nome também vem dessa nossa influência do punk rock californiano.
O disco é uma mistura do chamado pop-punk com o
Ana - O pop/rock ganhou, em Natal, uma carga degradante, negativa. Nem gosto de dizer se sou pop ou rock... virou sinônimo de coisa ruim. Também não considero nosso som uma coisa comercial, feita para tocar, não acho que seja assim. Nosso som é basicamente rock com pitadas de ska, reggae e estamos experimentando o DUB. Os shows ganham uma carga mais pesada. Passaia - Esse lado mais punk rock vem da época de moleque. Todos da banda começaram tocando um rock puxando mais pro peso. Foca - A
questão dos rótulos - ser pop ou rock - não faz muito
sentido numa banda com 6 músicos, onde cada um tem um estilo e
cabugi.com - As músicas são todas autorais? Tem parcerias e participações especiais? Ana - No
primeiro disco, fizemos uma versão de uma música do Carlos
Alexandre, achamos interessante prestigiar um nome conhecido da música
potiguar. No segundo CD, depois de já
Passaia - Na hora da gravação, todo mundo deu seu 'pitaco' nos arranjos... nada foi importado de, apenas, uma ou duas pessoas.
atualmente integra o Usina Pop. A canção "Tá todo mundo aí" tem um solo de blues que é a cara dele. cabugi.com - O Edu Gomes vai participar desse show de lançamento? Foca - Ainda não sei, pois essa é a música que abre o show. Temos que pensar direito na idéia. Passaia - Uma figura também importante no processo foi o Eduardo Pinheiro. Ele foi engenheiro de som e fez os arranjos de violão de “Amor de Verão", que inclusive é nossa atual música de trabalho. cabugi.com - Vocês falaram de DUB, sampler... vai ter algum efeito desse tipo durante o show? Foca - Temos
algumas músicas que começam com sampler que vamos usar no
show... procuramos fazer uma coisa simples mas com
Passaia - Nada muito ostensivo - questão dos efeitos -, um pouco que faz a diferença. cabugi.com - O disco foi gravado em quanto tempo? Foca - Três para quatro meses, de julho a outubro de 2001. Depois rolou um embasso técnico e os CDs não ficaram prontos no prazo... só recebemos o disco em janeiro e o lançamento teve que ficar para depois do Carnaval. cabugi.com - Além das 13, tinham mais músicas no leque de opções? Qual foi o critério de seleção? Ana - Sim, escolhemos entre umas 25. 'Amor de Verão' - um reggae - por exemplo foi uma das últimas a entrar no repertório e ficou linda... é uma das que mais gosto e acabou crescendo mais que o esperado. Passaia - Temos muito material que não entrou nesse CD mas que já está engatilhado para o próximo. As músicas já estão pré-produzidas e praticamente prontas. cabugi.com - Qual é, basicamente, a principal diferença do primeiro, "Estamos na Área", para segundo disco? Foca - Além de ser mais pesado, mais rock'n'roll... a grande diferença foi ter composto as músicas em conjunto. A produção também foi toda nossa dessa vez... o "Som da Rua, Som da Praia" mostra mais nossa personalidade.
Passaia
- Tem duas músicas do CD que puxamos para o lance da vontade
vencer e crescer, para a garra... que é o que temos feito
Foca - Um
detalhe sobre as letras é que são independentes, não
há um tema específico a ser explorado, as músicas
vão surgindo
cabugi.com - Normalmente você faz as letras antes das músicas? Foca - Não, não há uma ordem... as coisas fluem naturalmente. Não tem ordem pré-estabelecida. cabugi.com - Ana, além de cantar você também toca algum instrumento durante os shows? Ana - Ainda
não, mas já pensamos na possibilidade. Temos que trabalhar
melhor a idéia e, como as guitarras ganharam mais ênfase nesse
segundo disco, cabe uma terceira guitarra em algumas músicas...
tenho vontade de aprender a tocar percussão. São planos
cabugi.com - E por que você acha que é tão difícil trabalhar com arte aqui em Natal? Ana - É
um conjunto de fatores. Primeiro que não temos, em Natal, uma característica
cultural como Recife, por exemplo. Aqui as
Passaia - O CD estava enquadrado dentro da lei mas o excesso de burocracia acaba atrapalhando a captação de recursos. Muitas empresas se interessam mas esbarram nesses problemas burocráticos. Outra questão é o público que ainda está sendo formado. Foca - Exato. O objetivo do nosso trabalho é formar público e disseminar nossa música. Só queremos isso; tocar e viver de música. Todo o público da banda vai estar lá no sábado.
>>>
Júlio César
>>>
Leonardo Panço
>>>
Marcelo Camelo
>>>
Franklin Roosevelt
>>>
Jomardo Jomas
>>>
Soninha
(ex-VJ da MTV)
>>>
Renato L
|